Presidente de CPI no Congresso quer prisão perpétua para estuprador

PUBLICADO EM: 08/06/2018 - 2:07 | ATUALIZADO EM: 08/06/2018 - 3:09

DA REDAÇÃO | PARA: DIÁRIO DO COTIDIANO | FALE CONOSCO

Ao abrir a reunião desta quinta-feira (7), o presidente da CPI dos Maus-Tratos, senador Magno Malta (PR-ES) defendeu a pena de prisão perpétua para criminosos que estupram crianças e adolescentes. O parlamentar aproveitou para relatar os dois dias em que esteve no Ministério Público do Espírito Santo ouvindo autores de crimes de grande repercussão no estado.

– Dentro do auditório do MP estadual, ouvimos criminosos emblemáticos a fim de entender esse universo e criar uma legislação eficiente para o Brasil que puna esse tipo de crime. O que nós precisamos é começar a movimentação em defesa da prisão perpétua para esse tipo de demônio que violenta física, espiritual e moralmente uma criança – defendeu.

Requerimentos

Na reunião, foram aprovados uma série de requerimentos. Entre eles, um de autoria do senador José Medeiros (Pode-MT) para oitiva de Marcos Goto, coordenador-chefe de seleções de ginástica, e de Thaís Copini, psicóloga que atendia os atletas no Clube Movimento de Expansão Social Católica (Mesc), no qual trabalhava o técnico de ginástica artística Fernando de Carvalho Lopes. Ex-atletas do treinador o acusaram de abusos sexuais durante vários anos em treinos, testes físicos e em viagens.

O presidente da CPI informou que pretende ouvir na próxima semana a jornalista Joana Assis, do grupo Globo, que fez reportagem com denúncias contra Fernando de Carvalho Lopes.

Magno Malta disse ainda que a comissão fará reuniões para tratar da denúncia da existência em São Paulo de uma espécie de máfia de elaboração de laudos a favor de pais abusadores.

Quatro requerimentos aprovados dizem respeito à situação da menor I.R.S.. Segundo Magno Malta, ela sofre de doença respiratória e passou a viver com o pai, depois de longa batalha judicial. A mãe esteve na CPI e denunciou que a filha não está recebendo o tratamento adequado. O pai, por sua vez, em depoimento, alegou que a criança não precisa de todo tratamento que a mãe indica.

Serão ouvidos médicos, professores da escola onde a menina estuda, em Paraty (RJ), e representantes do Conselho Tutelar.

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