Joinville busca voluntários para programa família acolhedora

PUBLICADO: 14/08/2018 - 15:20 | ATUALIZADO: 15/08/2018 - 3:11

DA REDAÇÃO - PARA: DIÁRIO DO COTIDIANO | FALE CONOSCO

Crianças de zero a dezoito anos em situação de vulnerabilidade ou risco familiar, voltam a encontrar carinho, conforto e segurança junto às famílias que participam do Programa Famílias Acolhedoras.

Desenvolvido pela Prefeitura de Joinville, por meio da Secretaria de Assistência Social (SAS), o programa existe há onze anos e conta atualmente com dezessete famílias cadastradas, que acolhem em seus lares, em caráter temporário, 23 crianças e adolescentes.

“Buscamos com o acolhimento oferecer às crianças a condição mais próxima de estar em ambiente familiar. Em uma instituição, ela estará bem cuidada, vai receber carinho, mas fará parte de um grupo. Já em um lar, a criança tem individualidade, convivência familiar e comunitária mais garantida, o que lhe traz mais segurança emocional”, explica a assistente social Denise de Simas Santos, coordenadora do serviço de Acolhimento Familiar da SAS.

Os resultados gerados pela iniciativa, faz com que a SAS busque continuamente novos parceiros. Os voluntáriosdevem ter mais de 21 anos de idade, residir em Joinville há mais de dois anos, não apresentar interesse em adoção, ter consentimento da família e disponibilidade para acompanhar o desenvolvimento da criança ou adolescente acolhido.

O primeiro passo para as pessoas ou famílias que têm interesse em participar do Programa Famílias Acolhedoras é se inscrever por meio do formulário eletrônico disponível no site da Prefeitura de Joinville, ou comparecer no núcleo do programa, localizado na rua Virgínia Ferreira Gomes, 277, Floresta, de segunda a sexta-feira, das 8 às 19 horas.

Na sequência, a equipe do programa entrará em contato para agendamento de entrevista inicial e, posteriormente, os candidatos passarão por entrevista psicossocial. A equipe do programa também realiza uma visita domiciliar à família interessada.

Na próxima etapa, a família participa de uma capacitação com carga horária de dezesseis horas e entrega a documentação necessária. As famílias acolhedoras participam regularmente de oficinas e capacitações com a equipe técnica do programa, para a troca de experiências, esclarecimento de dúvidas e orientações sobre diversos temas relacionados a educação e qualidade de vida. Os assistentes sociais também fazem visitas semanais às residências, para acompanhar o processo de acolhimento.

História de acolhimento

O casal Ana Magali e Luiz Roberto Monich, foi o primeiro voluntário do Programa Família Acolhedora, há onze anos. Desde então, já receberam vinte crianças que chegaram a ficar um ano convivendo com toda a família, incluindo filhos e netos do casal.

Já acostumados com as chegadas e partidas, eles contam que o maior desafio de ser uma Família Acolhedora, é saber conviver com as despedidas. “No acolhimento familiar o foco é a criança. Quando ela chega lá em casa é porque algo deu muito errado para ela. E quando vai embora é porque os problemas foram resolvidos, ou porque ela ganhou uma nova família. Por isso, ficamos felizes por elas quando vão embora. E nós já ficamos esperando pela próxima”, conta Luiz Roberto.

Da Secom

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