Audiência na CVJ debate violência a mulher e vereadoras não participam

PUBLICADO: 03/07/2018 - 19:50 | ATUALIZADO: 03/07/2018 - 19:50

DE VICTOR HUGO - PARA: DIÁRIO DO COTIDIANO | FALE CONOSCO

As mulheres de Joinville apresentaram três reivindicações principais na audiência pública desta quinta-feira, dia 28: a criação de uma secretaria municipal da mulher, de uma delegacia especializada em atendimento a mulheres e a criação de um juizado especializado em decisões relacionadas a violência doméstica e familiar. O encontro, destinado a pensar meios de diminuir a desigualdade de gênero e a violência contra a mulher, contou com a participação de mais de 50 pessoas.

A representante do Fórum de Mulheres de Joinville, Ana Lúcia Martins, ao levantar as três reivindicações, lembrou que elas já tinham sido apresentadas na CVJ em 2016, em audiência pública. Ela pediu respostas sobre como estavam essas solicitações. Ana Lúcia enfatizou que as políticas públicas para mulheres precisam considerar questões raciais.

Algumas das reivindicações foram parcialmente atendidas, como, em âmbito municipal, a criação de uma coordenadoria de políticas públicas para mulheres em fevereiro deste ano, órgão vinculado à Secretaria de Assistência Social (SAS).

Quanto ao juizado, ainda não há vara especializada no tema em Joinville. Em Santa Catarina, há apenas três dedicadas à violência doméstica e familiar e elas estão nas cidades de Chapecó, São José e Tubarão. Na ausência de uma vara especializada, as ações envolvendo violência doméstica vão para juízes dedicados à área criminal.

Sobre a delegacia especializada, a delegada regional da Polícia Civil de Joinville, Tânia Harada, afirmou que é um sonho dela, mas que “trabalha com o que tem hoje”. A policial referia-se ao baixo efetivo de policiais na região. Apesar disso, garantiu que, dentro das limitações, “o trabalho é feito da melhor forma possível”.


O presidente das comissões de Direitos Humanos e de Proteção Civil, vereador Richard Harrison (MDB), comprometeu-se em chamar os demais vereadores para defender a criação de uma secretaria da mulher. Harrison também indicou como ação a apresentação de pedido de informação sobre o como estão os trabalhos para a criação de um Hospital da Mulher e de uma moção de apelo para que seja garantida a presença de um acompanhante para todas as parturientes.

Dados da violência
A cada dia, duas mulheres, em média, foram vítimas de lesão corporal em Joinville, de janeiro a abril deste ano. Os 292 casos representaram 43,6% de todos os crimes de lesão corporal na cidade, segundo relatório da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina (SSP/SC).

Tânia ainda observou que os índices de violência doméstica diminuíram em Joinville e em Santa Catarina.

“Isso não quer dizer que a gente está numa situação confortável ou ideal” (Tânia Harada).

AUSÊNCIA DE VEREADORAS: Por se tratar de uma audiência para tratar sobre a violência contra a mulher, o que se esperava era a presença das duas vereadores da casa, Tânia Larson e Ana Rita que não estavam, mas também o motivo da ausência não se sabe, porém um assunto dessa importância deveria ter um apreço por parte da bancada feminina que já é baixa comparada ao número de vereadores masculinos. Não é uma crítica e sim um adendo.


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