Saúde de Joinville reforça importância do diagnóstico das hepatites

PUBLICADO: 27/07/2018 - 16:12 | ATUALIZADO: 27/07/2018 - 16:12

DE VICTOR HUGO - PARA: DIÁRIO DO COTIDIANO | FALE CONOSCO

No Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, 28 de julho, a Secretaria da Saúde de Joinville (SES) reforça à comunidade a importância sobre a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento das hepatites virais dos tipos B e C.

Há oito anos, o Programa Municipal de Controle das Hepatites Virais foi desenvolvido em Joinville e funciona com o objetivo de captar pacientes diagnosticados com os vírus, para o seu acompanhamento e tratamento.

“Passamos a visitar as unidades básicas de saúde (UBS), em busca de exames. A partir de 2011, observamos queda expressiva no número de casos, graças ao Programa de Controle das Hepatites Virais, que trouxe os pacientes diagnosticados para a realização do tratamento”, conta a enfermeira do Programa, Elizabeth Saurin.

Segundo ela, um dos principais problemas que envolvem o tratamento da hepatite viral é a negligência do paciente em relação à gravidade da doença que é silenciosa e pode levar até alguns anos para manifestar os sintomas mais graves, como cirrose hepática e tumores hepáticos.

“As hepatites virais em sua fase inicial apresentam sintomas leves, como febre baixa, cefaleia, náuseas, vômito, falta de apetite, icterícia (pele amarelada), urina escura e fezes esbranquiçadas, que podem passar despercebidos ou confundidos com outras doenças”, explica.

Assim como em diversas outras enfermidades, a prevenção é a melhor forma de combate às hepatites virais, que podem ser transmitidas por contato sexual, compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas, materiais cirúrgicos, de tatuagem e piercing, objetos de uso pessoal (barbeadores e escovas de dente), utensílios de manicure e, ainda, de mãe para filho.

Em Joinville, o Programa de Controle das Hepatites Virais garante ao paciente acompanhamento integral e gratuito. A primeira etapa do programa é o teste rápido para diagnóstico, que está disponível na rede de atenção básica e no Centro de Aconselhamento e Testagem – CTA (rua Abdon Batista, 172, 1º andar, Centro).


O paciente diagnosticado passa, imediatamente, à etapa de acolhimento e aconselhamento para receber orientações sobre a doença e como será o tratamento sistêmico, que também envolve exames específicos, radiológicos, endoscopias, e acompanhamento de outras especialidades médicas, de acordo com a avaliação clínica.

O tratamento das hepatites B e C é feito com medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde, somente com indicação de médico especialista e avaliação de exames que indicam a necessidade iminente deste tratamento.

“A hepatite viral é silenciosa e todo cidadão deve fazer o teste. A prevenção é o mais importante. Mas se a pessoa for contaminada, tem um caminho a ser trilhado, com tratamento gratuito, qualidade de vida e sem deixar que a doença evolua”, orienta a enfermeira do Programa Municipal de Controle das Hepatites Virais, Elizabeth Saurin.

Em 2017, foram identificados 150 casos de hepatite viral, em Joinville.

Ação no Mexa-se Mais!

A programação do “Mexa-se Mais”, do dia 18 de agosto, das 14 às 17 horas, no CEU Aventureiro (rua Theonesto Westrupp, s/nº), contará com uma ação para orientar a comunidade sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.

Da Saúde de Joinville.


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