SÉRGIO SILVA: Aumento na taxa de esgoto em Joinville é alvo de críticas

PUBLICADO: 08/11/2018 - 20:39 | ATUALIZADO: 08/11/2018 - 20:39

DE SÉRGIO SILVA - PARA: DIÁRIO DO COTIDIANO | FALE CONOSCO

A população de Joinville deve iniciar o ano com um aumento na tarifa de água e na taxa de esgoto que deve passar de 80% para 100%, essa situação tem sido alvo de críticas por moradores e vereadores que que dizem inadmissível taxar o esgoto em 100%, quando a Companhia Águas de Joinville tem um superavit em caixa.

Para o vereador Rodrigo Coelho (PSB), raramente algum utiliza 100% da água para eliminar na rede coletora, ele citou o fato de as pessoas usarem a água para consumo, cozinhar, lavar sua casa entre outros fatores, já o vereador Odir Nunes (PSDB), que já foi diretor regional da Casan, criticou o fato de a Águas de Joinville ter uma perda superior a 50% da água tratada em vazamentos e não investir em prevenção.

A questão dos vazamentos são rotineiros em Joinville e estão de fato ligadas a falta de investimento em tecnologias e mão de obra para detectar vazamentos, porém quando acontece na superfície, Odir cita que aquele vazamento já estava a muito tempo ocorrendo a baixo da terra. Já Coelho fala em raras as vezes em que viu técnicos da Águas de Joinville utilizando o geofone (Equipamento usado para descobrir vazamentos) nas ruas, principalmente durante a noite, quando os ruídos são menores e fica mais fácil detectar onde estaria ou poderia estar ocorrendo vazamento.


Audiência Pública: Os vereadores também fizeram duras criticas a ARIS, empresa que assumiu no lugar da antiga AMAE, ela é responsavel por fiscalizar a Águas de Joinville, e segundo o edital marcou uma audiência pública para a próxima quarta-feira (14) na sede da AMUNESC às 18h30.

Ainda de acordo com o edital a audiência pública estaria sendo disfarçada para dificultar a locomoção das pessoas e vereadores, já que ao invés de ser realizada na câmara de vereadores conforme todas as audiências, será realizada na AMUNESC e no horário onde as pessoas ainda estão se deslocamento do seu trabalho e ainda no horário que está ocorrendo sessão na câmara. Ainda segundo o edital, as pessoas não poderão fazer uso da palavra, somente poderão fazer perguntas por escrito, muito diferente do que ocorre com as tradicionais audiências públicas.

Um ofício foi encaminhado pelo gabinete de Rodrigo Coelho a agência reguladora e a presidente da Águas de Joinville, para irem a câmara dar explicações.


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