Dono da Havan chama OAB de “vergonha e porcos” e será processado

PUBLICADO: 06/01/2019 - 22:15 | ATUALIZADO: 17/01/2019 - 19:10

DA REDAÇÃO - PARA: DIÁRIO DO COTIDIANO | FALE CONOSCO

A Ordem dos Advogados do Brasil de Santa Catarina (OAB-SC), através de seu presidente Rafael Horn postou em sua rede social uma nota de repúdio as declarações de Luciano Hang a entidade, quando ele chamou a OAB de vergonha em sua rede social pelo posicionamento da entidade no que se refere à extinção da Justiça do Trabalho mencionada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

O QUE DISSE LUCIANO: A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) é uma vergonha. Está sempre do lado errado. Quanto pior melhor, vivem da desgraça alheia. Parecem porcos que se acostumaram a viver num chiqueiro, não sabem que podem viver na limpeza, na ética, na ordem e principalmente ajudar o Brasil. Só pensam no bolso deles, quanto vão ganhar com a desgraça dos outros. Bando de abutres.

O QUE DIZ A OAB/SC: O Conselho Federal da OAB e a Seccional catarinense, em defesa da dignidade da advocacia, exercida por milhares de colegas com ajuizarão em conjunto, bem como disponibilizarão para aqueles que pretenderem demandar individualmente, as medidas judiciais cabíveis em face deste cidadão (Luciano Hang), ultrapassando os limites do direito de opinião, injuriou e difamou nossa profissão e nossa instituição. A liberdade de expressão é uma conquista da sociedade da Declaração Universal dos Direitos Humanos), garantida pela Constituição Federal do Brasil.





E se há uma profissão conectada com as conquistas libertárias, é a advocacia, considerada pela Constituição Federal “indispensável à administração da justiça”, razão pela qual “inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei”.

Porém, a liberdade de expressão há de ser praticada com civilidade e responsabilidade, pois o exercício de tal garantia encontra limites na inviolabilidade da honra e imagem das pessoas.

A atuação da OAB e da advocacia brasileira foi relevante na redemocratização do país, permitindo a liberdade de expressão, entretanto, para que tal conquista seja mantida e aperfeiçoada, não se pode permitir que tão importante garantia seja exercida com abuso e falta de civilidade, desrespeitando a honra e imagem da nossa instituição, da nossa profissão e de milhares de colegas que a exercem com muita dignidade e muito amor.
E todo aquele que não tiver civilidade suficiente para exercer a liberdade de expressão “nos limites da lei” será responsabilizado de acordo com a legislação vigente.


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