SÉRGIO SILVA: Vereadores de Joinville temem retaliação nas urnas

PUBLICADO: 18/02/2019 - 4:33 | ATUALIZADO: 18/02/2019 - 16:31

DE SÉRGIO SILVA - PARA: DIÁRIO DO COTIDIANO | FALE CONOSCO

A Câmara de Vereadores de Joinville iniciou o ano 2019 de forma turbulenta e com novidades, a principal como todos já sabem é que os vereadores dividiram a câmara de forma oficial em três blocos, posição (3 partidos), oposição (5) e apenas um partido resolveu ficar neutro, até final de 2019 a Câmara tinha apenas três vereadores oficialmente declarados como oposição.

Essa mudança tem dois propósitos, a primeira desvincular o mandato do vereador à gestão do prefeito Udo Döhler (MDB), e depois às eleições de 2020, embora será apenas um só na prática.

Os vereadores que apoiavam ou eram neutros, resolveram tomar partido, que é desvincular a imagem de apoio que tiveram nos últimos dois anos a gestão UDO, essa gestão que vem se desgastando e tirando a paciência de muitos. Na prática os vereadores que apoiaram lá no início do segundo mandato o aumento da COSIP, ficaram desgastados ainda mais agora com as contas de energia sendo alvo de investigação do PROCON e Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), lógico que não tem ligação uma coisa com a outra, porém o valor da COSIP é sobre o consumo, o que fez a população relembrar os rostos, com exceção de Odir Nunes (PSDB), Wilson Paraíba (PSB) e Rodrigo Coelho (PSB), que votaram contra o aumento à época e Fernando Krelling (MDB) e Lioilson Corrêa (PSC) que não votaram.

Bloco de oposição: A oposição é formada por PR, PSDB, PSC, SOLIDARIEDADE e PSB, totalizando 11 vereadores, o que na teoria deixará o prefeito de mãos atadas com projetos polêmicos como a questão dos buracos, como assim fez Maurício Peixer (PR), que criticou o prefeito pela situação que estão nossas estradas.





Base governista: O bloco de apoio à Udo Döhler, é formado pelos partidos MDB, PDT e PROS, totalizando 07 parlamentares. O único partido que não se juntou a nenhum dos dois grupos foi o PSD que tem Fábio Dalonso como representante.

Tudo tem um motivo e por que só agora?: A grande verdade é que apoiar o executivo por cargos da atual gestão, deixou de ser extremamente vantajoso para aqueles que pretendem disputar a reeleição ano que vem.

A melhor estratégia e ter liberdade para votar como a população e ter liberdade para subir na tribuna e falar o que quiser, sem precisar se preocupar com as moedas de troca, já que a Câmara de Joinville viveu como um cartório de homologação, talvez tenha sido um pouco tarde para uma reação dos vereadores que até então estavam do lado de UDO, com exceções claras de Odir Nunes (PSDB) e Wilson Paraíba (PSB), que fizeram oposição e votaram em todos as pautas contra qualquer tipo de aumento, mas para não ser injusto Paraíba votou a favor do reajuste salarial dos vereadores.

Mas… mesmo tendo partidos no bloco da oposição a UDO, alguns continuam de forma discreta a apoiar o prefeito, como Pelé (PR), Natanael Jordão (PSDB) e Lioilson Corrêa (PSC), assim tem vereador da base governista que já demonstrou querer estar na oposição como é o caso de Rodrigo Fachini (MDB).

Palavra final: O ano legislativo apenas esta começando, e vamos ver se a iniciativa de Maurício Peixer (PR), foi feliz em criar um bloco de oposição, assim a Câmara demonstra que mesmo tarde ainda possa tentar recuperar um pouco de prestígio com a população que não aguenta mais tantos incidentes recorrentes e obras intermináveis.


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