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Aos 32 anos, deixei tudo para viver em uma aldeia de 18 habitantes: “Aqui, pagamos 5 euros por ano pela água e 18 euros por mês pela eletricidade

Aos 32 anos, deixei a cidade e encontrei uma vida diferente.

Sergio Marques
Aos 32 anos, deixei tudo para viver em uma aldeia de 18 habitantes: “Aqui, pagamos 5 euros por ano pela água e 18 euros por mês pela eletricidade

Por que deixar a cidade grande?

A decisão de deixar um ambiente urbano por uma vida mais tranquila em uma aldeia pequena pode surgir de vários fatores. Muitas pessoas sentem-se sobrecarregadas pelo ritmo frenético da cidade, onde o barulho, a poluição e a pressa se tornaram parte do cotidiano. Para Ibon Berasategui, a busca por um estilo de vida menos estressante foi um dos principais motivadores para sua mudança. Ele sonhava com um local onde pudesse se sentir mais conectado à natureza e viver de forma mais econômica.

Benefícios de se afastar da vida urbana

  • Menos estresse: O barulho constante e a agitação das ruas podem aumentar os níveis de estresse. Viver em um local calmo e reservado pode ajudar a relaxar a mente.
  • Custo de vida reduzido: Despesas como aluguel, contas de serviços e alimentação em áreas urbanas tendem a ser mais altas. Na aldeia, Ibon encontrou custos substancialmente menores.
  • Proximidade com a natureza: A vida rural normalmente oferece um contato mais próximo com o meio ambiente, algo que pode trazer benefícios para a saúde mental e física.

Os custos reduzidos de vida

Uma das surpresas para Ibon após a mudança foi a significativa redução em suas despesas mensais. Em sua nova aldeia nas Astúrias, ele paga apenas 5 euros anualmente pela água e cerca de 18 euros por mês de eletricidade. Esses valores são atraentes quando comparados aos altos custos das mesmas contas em uma grande cidade.

Tipo de despesaValor mensal/ano
Água5 euros por ano
Eletricidade18 euros por mês

Esses números, embora não representem o padrão de preços para todas as áreas rurais, mostram como a vida em uma aldeia pode ser muito mais acessível.

Como é viver em uma aldeia pequena

Adaptar-se à vida em uma pequena aldeia requer algumas mudanças de mentalidade. A comunidade de apenas 18 habitantes traz tanto vantagens como desafios.

Vida comunitária

  • Interatividade: Viver em um espaço pequeno permite um maior contato com os vizinhos, o que pode resultar em um forte senso de comunidade.
  • Solidão: A falta de pessoas pode ser um atenuador, especialmente para quem está habituado à companhia constante da cidade. Ibon teve esse receio, mas decidiu enfrentar esse desafio em busca de um estilo de vida mais sereno.

Desafios e adaptações na mudança

A mudança para uma aldeia pequena não se limita a custos mais baixos. Ibon, por exemplo, enfrentou a tarefa de transformar um antigo estábulo em sua nova casa. Esse processo trouxe consigo burocracias e desafios financeiros.

Investimentos necessários

  • Mudança de uso do imóvel: Apenas o processo administrativo para converter o estábulo em moradia custou entre 10 e 15 mil euros.
  • Reformas: Além do custo inicial, as obras para tornar o espaço habitável exigem investimento e paciência.

Nesse período, ele alugou um apartamento temporariamente enquanto finalizava a reforma de sua nova casa, o que adicionou uma camada extra de complexidade à sua transição.

O impacto na vida cotidiana

A transição de um ambiente urbano para um rural trouxe um novo estilo de vida para Ibon. Sua rotina tornou-se mais lenta e, em muitos aspectos, mais gratificante.

Novos hábitos

  • Silêncio: A ausência de barulhos urbanos permite aproveitar momentos de tranquilidade e refletir.
  • Rotina simples: Ibon agora dedica sua atenção a atividades mais simples, como cuidar do jardim e realizar tarefas pela casa. Este estilo de vida contribui para uma melhor saúde mental.

A busca por tranquilidade

Um dos principais objetivos de Ibon ao mudar-se para a aldeia era encontrar paz e sossego. A agitação das cidades muitas vezes pode provocar ansiedade e desconforto.

A importância do silêncio

O silêncio da vida rural possibilita à Ibon conectar-se consigo mesmo e aproveitar a vida de maneira mais plena, sem as distrações constantes das áreas urbanas.

Vida sem barulhos urbanos

A redução de sons incômodos provenientes do tráfego e da vida noturna é um dos pontos altos de viver em uma aldeia. Ibon agora valoriza o canto dos pássaros e outros sons naturais que antes passavam despercebidos.

Experiências de integração com moradores

Integrar-se em uma nova comunidade é um passo importante após a mudança. Ibon encontrou formas de se conectar com seus vizinhos, compartilhando experiências e participando de atividades locais.

Construindo laços

  • Eventos locais: Participar das reuniões e festividades permite estabelecer conexões importantes e fortalecer a comunidade.
  • Interações diárias: O contato diário com os poucos moradores cria um forte vínculo e favorece um senso de pertencimento.

Transformando um estábulo em casa

Ibon enfrentou um grande projeto ao decidir transformar um estábulo antigo em sua nova residência. Essa aventura trouxe não só desafios, mas também diversas aprendizagens.

Processo de remodelagem

  • Planejamento: Antes de começar a reforma, é vital planejar o que será feito. Isso inclui a criação de um ambiente confortável e seguro.
  • Execução: A execução das obras demanda tempo e esforço, mas acarretará em um espaço personalizado e acolhedor.

Benefícios de uma vida simples

Adotar um estilo de vida mais simples na aldeia não significa abrir mão da qualidade de vida. Pelo contrário, essa mudança trouxe uma nova perspectiva para Ibon, que agora valoriza cada pequeno detalhe.

Vantagens de ser simples

  • Valorizar pequenas conquistas: Cada dia novo traz a descoberta de pequenos prazeres da vida cotidiana.
  • Maior controle financeiro: A simplicidade permite um melhor controle sobre as finanças, possibilitando um orçamento equilibrado.

A decisão de viver em uma aldeia pequena, pela busca por menos custos e uma vida mais tranquila, mostrou-se uma experiência transformadora para Ibon. Ele teve que superar desafios, mas ao mesmo tempo descobriu um modo de vida que trouxe paz e satisfação.

Autor
Sergio Marques

Sergio Marques

Técnico em guia de turismo; Estudante de Jornalismo, editor e revisor.

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